Ho'oponopono, Perdão e Metabavana

Há casos e circunstâncias em pontos específicos da terapia (não é uma indicação geral ou fórmula mágica dentro da terapia!), onde podemos acessar um recurso de "limpeza" nas medicinas do "ar" - como orar e mantrar, como aspiração - movimento compassivo.


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Ho'oponopono


Já faz um tempo que essa filosofia havaiana anda conhecida por aqui, divulgada principalmente por Joe Vitale, sobre a experiência de Hew Len.


Como tudo que parece mágico, nós procuramos praticar para resolver a nossa vida, seja financeira, amorosa, etc. Querer resolver algo, ter aquele impecilho ou empacamento, pode sim ser o meio para a prática, já que é o sofrimento que nos conduz, na maioria das vezes, ao conhecimento e a prática.


Podemos repetir as frases similar a um mantra que limpa e purifica. E, podemos ir mais profundamente ao entendimento que o Ho'oponopono propõe.


Vou sintetizar aqui, nas minhas palavras, o sentido:


Sinto muito ---- pela manifestação do que em mim ainda habita.

Me perdoe ---- pelo que ainda ignoro. Pedido de liberação também.

Te amo --------- indo além do manifesto nossa natureza é a mesma: amor.

Sou grato ------ por me fazer ver e curar as memórias de dor.


Ou, este que se inclui como oração original:


Sinto muito---- pelas memórias de dor que compartilho com você.

Me perdoe---- por unir meu caminho ao seu para a cura.

Te amo--------- por ser quem você é

Sou grato------ por estar aqui para mim.


As frases e a própria prática provam que não há "outro". Ainda que as manifestações de dor possam ser transgeracionais.



A História do Ho'oponopono


Há cerca de sete anos, um e-mail contendo um artigo de autoria do escritor americano Joe Vitale circulou por diversos países e causou euforia em boa parte das pessoas que o leram. Ele narra a história de um psicólogo havaiano chamado Dr. Ihaleakala Hew Len, que trabalhou, na década de 80, num hospital psiquiátrico do Havaí em uma ala dedicada a criminosos portadores de doenças mentais. O lugar era conhecido na região tanto pelos horrores praticados por aqueles que estavam presos – estupradores, psicopatas e assassinos – quanto por outros fatos estranhos. Dizia-se que o local era tão desolador e degradante, que nem mesmo as paredes aceitavam nova pintura. Problemas elétricos e hidráulicos aconteciam com uma frequência surpreendente, assim como a rotatividade dos funcionários. Praticamente todos os dias os presos se agrediam ou atacavam algum membro da equipe clínica, e por isso passaram a ser acorrentados pelos tornozelos e pelos pulsos e impedidos até mesmo de tomar banhos de sol.


Até que um dia, após a entrada do Dr. Len, o cenário começou a mudar. As paredes foram pintadas e mantiveram as novas cores, os funcionários pararam de pedir demissão e folgas, as quadras de tênis foram reformadas e, por incrível que pareça, os detentos passaram a jogar tênis com os próprios funcionários. Muitos deles não necessitavam mais de drogas pesadas para se acalmar e outros não precisavam mais ser algemados. Com os detentos reabilitados, a ala acabou sendo fechada.


O que mais surpreende nessa história, que num primeiro momento parece ser fruto de uma mente cheia de imaginação, é o fato de o Dr. Len ter trabalhado por quatro anos nesse hospital sem nunca ter tido contato direto com os detentos. Ele permanecia boa parte do tempo em sua sala, não praticava nenhum tipo de terapia e nunca atendeu nenhum dos prisioneiros em seu consultório. Como era possível, então, que aquele quadro lastimável tinha se tornado algo mais parecido com um final feliz de filme hollywoodiano? O psicólogo contou o segredo dizendo que enquanto permanecia em sua sala olhava a ficha de cada um dos presos e dizia o seguinte a elas: “Eu sinto muito. Me perdoe. Eu te amo. Eu sou grato”


 

Perdão


Há três níveis de perdão. E eles são pregados em praticamente todas as filosofias, com diferenças nesses níveis.

O perdão é sempre de coração, ele não precisa necessariamente ser dito ao outro, mas claro que benéfico também quando é expressado mutuamente.


•O primeiro é a disposição em perdoar o outro. Liberá-lo de nossa mente. Mas aqui, corremos o risco em se achar superior ao outro, ou de reforçar o aspecto da divisão. No caso, é melhor a prática de perdão mútuo: Eu te perdoo - Você me perdoa.


•O segundo é compreender que não havendo separação real, o perdão mais coerente é o que damos a nós mesmos, reconhecendo o que ignoramos.


•O terceiro é a ausência de perdão, por compreender em profundidade a base da natureza inocente de todos os seres, que é livre de erros e de culpa inerente.



 

Metabavana


“Praticando amor e compaixão, você ficará inundado de alegria e energia e saberá

que este é o sentido da vida, que isto é felicidade e equilíbrio.”

Lama Padma Samten


Metabavana é a meditação do amor universal.

Praticamos para nós mesmos e depois em três níveis, para:


•pessoas que gostamos.

•pessoas as quais somos indiferentes.

•para pessoas que não gostamos ou estamos com alguma dificuldade em relacionar-se.


Também é indicada a prática de Metabavana, para quando não conseguimos meditar.

  1. Que (nome da pessoa) seja feliz;

  2. Que (nome da pessoa) se libere do sofrimento;

  3. Que (nome da pessoa) encontre as causas verdadeiras da felicidade;

  4. Que (nome da pessoa) supere as verdadeiras causas do sofrimento;

  5. Que (nome da pessoa) se libere totalmente de suas fixações cármicas;

  6. Que (nome da pessoa) manifeste lucidez de modo natural e instantâneo;

  7. Que (nome da pessoa) seja verdadeiramente capaz de ajudar os outros seres;

  8. Que (nome da pessoa) encontre nisso a sua fonte de alegria e energia.


Saiba mais, em Por que praticar Metabavana



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