O Sofrimento das Datas Comemorativas

Essa semana que passou andei pensando muito sobre as datas, os eventos... E hoje me deparei com um vídeo no YT da Marcela Leal, falando sobre praticamente o que estava pensando...

Dia dos Pais, Dia das Mães, Dia dos Namorados, Natal, Ano Novo, Aniversário, Casamento, etc... falam muito mais em dias de exclusividade e de desejo de perfeição. Dos pais e mães perfeitos, dos namorados e casamentos perfeitos, de uma família perfeita para passar o Natal, etc.. Além do “seu”- datas para marcar o “seu”. Dualidade.


As datas podem ser tanto as causas da maior alegria quanto da maior frustração, e portanto, sofrimento. Quando o que se mostra por aí, não lhe pertence nem próximo da sua realidade! Datas que estimulam mais o autocentramento que qualquer manifestação afetuosa real. Porque afeto não precisa de hora, nem de data marcada.


E temos o sistema capitalista, fazendo de tudo para alimentar seu ego, e vender e vender...


Mas ok... se a gente também usar das datas para se relacionar, celebrar, comemorar e até consumir. O problema é como fazemos das datas protagonismos “comprados”, ilusórios, exclusivistas, “especiais”.


Do outro lado... morte então, nem pensar... como se fosse uma espécie de fracasso. Além do que, morto não compra. E a base do seu pensamento é cultural, é o capitalismo, baby.


Pois é... andamos longe do que a vida de fato significa em seus valores naturais e em comunidade e afeto. Diferente do apogeu do convencimento consumista das datas, que impõem presenças, presentes, festividades, muita "exclusividade", regras e aprisionamentos!


Lembrei de anos atrás, quando imaginei a cena "perfeita" de uma data, ou no mínimo como parecia "dever ser", cheia de expectativas... e que portanto, virou uma tremenda frustração. Hoje, lembrando dela, eu podia ter deixado de lado a cena do que "deveria ser", e olhar o que estava acontecendo, e me aproximar, e ver o que de melhor poderia ser feito com os recursos materiais e emocionais em jogo... E também não ter feito o que fiz, que foi na época abandonar então o que não estava à "minha" altura e a do "meu" sonho, e ter escolhido quase que o oposto. Como demoramos a amadurecer emocionalmente! Eu demorei um bocado, e ainda me surpreendo!


E você? O que tem te frustrado? Será que está correspondendo aos seus sonhos mesmo (que talvez você nem reconheça mais), ou idealizações que incorporaram, ou que você andou comprando? As datas em especial são um caminho interessante de observação de autocentramento, e de então com consciência despertar! Que tal olhar com mais carinho para o que está à sua frente, para as pessoas que estão envolvidas, para o que está presente ao invés da cena da sua mente, aquela que apenas dita a prisão do "como deveria ser"!




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